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“Viu, sentiu compaixão e cuidou dele”


Este lema da Campanha da Fraternidade/2020 apresenta distintos significados. Expressa um modo próprio de perceber, dar-se conta de realidades da vida que se apresentam a quem as observa. Sugere um percurso, um caminho, um jeito de proceder ante situações percebidas. Indica a importância de ter em conta as situações com as quais a pessoa se depara, ou seja, trata-se de ver, de avaliar o quadro em questão e tomar alguma iniciativa ante isso.

As recentes notícias e informações; os aspectos destacados de situações de crise a afetar a saúde das pessoas; os alertas para cuidados e atenções diante das ameaças de certo tipo de “vírus” a gerar aflições na população ajudam a perceber: a vida humana, a vida das criaturas é frágil; a vida se desenvolve em meio a riscos que a deixam ‘em perigo’. Faz refletir: a vida é esse dom tão precioso, muito valioso; no entanto, ela se revela tão fraca, tão vulnerável, envolta em contrariedades a dificultar sua existência.

Observar a vida...

Ver e reconhecer a vida frágil e ameaçada não é algo espontâneo. Ou seja, é possível haver diversos jeitos de perceber a vida: há o olhar, o ver marcado pela indiferença (não se importa com o que sucede; o que acontece “não lhe diz respeito”!); há o jeito de ver que é compassivo, que se envolve e se compromete com o que está a sua volta. Uma questão precisa ser considerada: há vidas em jogo, em perigo, necessitadas, vulneráveis; precisam ser vistas, observadas, reconhecidas.

Existem diversas realidades a dificultar, a ameaçar a vida humana. A reflexão própria da Campanha da Fraternidade lembra, entre outros aspectos, a desigualdade social como um fator gerador de dificuldades à vida das pessoas. Torna mais vulneráveis aquelas que já se encontram excluídas dos bens necessários a uma condição mínima de dignidade de vida. Outro “perigo” a afetar a vida é a prática do aborto. Crianças órfãs são também sinal de vida ameaçada, em risco; ficam por demais fragilizadas.

A falta de oportunidades de trabalho, a persistência do desemprego, além de gerar aflições sobre a própria sobrevivência, causa situações de ansiedade e de estresses em quem anda como que sem rumo na vida. Igualmente constituem graves ameaças à vida as distintas formas de violência que se disseminam entre a população. Tais situações são agravadas ainda pelos numerosos acidentes de trânsito e de trabalho, muitas vezes, ceifando vidas muito precocemente.

Há situações que ferem a vida humana, mais presentes entre adolescentes e jovens, dentre as quais merecem destaque práticas de automutilação e de bullying. Há impressão de que resultem de certos desprezos pela vida ou de atitudes de indiferença, muitas vezes, suscitadas e/ou incentivadas por relacionamentos virtuais, por desafios lançados nas mídias sociais. Igualmente preocupante é o crescente número do feminicídio. Trata-se de uma triste ameaça à vida.

Estas e tantas outras ‘ameaças’ à vida, presentes na sociedade humana, precisam despertar para reflexão séria e criteriosa. A consciência cidadã e cristã haverá de se inquietar com essas realidades. Como sentes tais questões?

Pe. Carlos José Griebeler

 
 
 

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