Uma proposição significativa para as atitudes, iniciativas e práticas das pessoas, grupos e comunidades, neste ano 2020, é a de “cuidar da vida”. Este apelo se dirige como convite para o testemunho pessoal. Aponta também para buscas mais grupais diante das necessidades que se apresentam. Ao mesmo tempo, sugere articulação de esforços da sociedade humana em sua atenção às realidades que lhe estão presentes.

Este importante e, sempre, decisivo tema mais uma vez é proposto para a consideração das pessoas pela Campanha da Fraternidade promovida pela Igreja no Brasil. É uma proposição especial para os fiéis cristãos das comunidades. No entanto, o alcance do assunto o faz ser relevante para os mais diversos segmentos da sociedade. Desse modo, oportuno se faz ampliar reflexões e envolver distintos sujeitos nessa abordagem da questão em jogo.

Constatações...

Na apresentação do texto base para as reflexões sobre este tema se lê: “o tema vida emerge em nossos dias como um clamor que brota de tantos corações que sofrem de inúmeras formas e da criação que se vê espoliada”. Este jeito de falar acena para as situações tantas a afligir, de distintas formas, a vida das pessoas. Desafiador e preocupante, por certo, é o quadro desolador de multidões que se encontram como que “entregues à própria sorte”, a andar sem rumo, quase que perdidas pelas estradas da vida! Igualmente instigante é a condição do meio ambiente exposto a tantas formas de agressões.

Em outra passagem está anotado: “constata-se que chegamos a um ponto em que até mesmo a nossa condição humana mais profunda esbarra em uma série de angustiantes indagações”. Fica assinalada a percepção de que a vida humana está envolta em problemas não apenas do viver cotidiano, tais como a precariedade de alimentação, moradia, trabalho e saúde física, ... As dores e sofrimentos atingem também questões do sentido da própria existência.

Tais percepções aparecem expressas em forma de perguntas. A ver: “o que aconteceu conosco? O que vem ocorrendo com a humanidade, que, embora percebendo o aumento dos números de sofrimentos, parece não mais sensibilizar-se com eles?” Tal modo de falar mostra que as aflições afetam o modo de sentir e valorar a vida de modo mais amplo. E, ainda, outras questões emergem para a reflexão: “teríamos deixado se perder o sentido mais profundo da vida? Diante, por exemplo, de concepções de felicidade individualista e consumista, não estaríamos nos esquecendo do significado maior da existência?” São questões sintomáticas a desafiar a capacidade de compreensão em busca de referências seguras para conduzir, com serenidade, o viver cotidiano.

Olhar de fé...

Diante dessas questões todas e de outras que inquietam as consciências, há o convite para buscar luzes num olhar de fé. Em meio às incertezas e perplexidades, reafirmar a sensatez da força da fé. Tal atitude é assim lembrada: “em meio a tantas questões, a Campanha da Fraternidade deste ano nos convoca a refletir sobre o significado mais profundo da vida e a encontrar caminhos para que esse sentido seja fortalecido e, algumas vezes, até mesmo reencontrado”. Eis sinalizado um propósito marcado pela esperança. Aponta para um horizonte promissor, a mobilizar as forças e disposições pessoais, grupais e da sociedade humana.

Disposições...

E indica também pistas para as práticas, iniciativas e esforços ao proclamar: “a vida é Dom e Compromisso! Seu sentido consiste em ver, solidarizar-se e cuidar. A vida é essencialmente samaritana, tal qual o homem que interrompeu sua rotina para cuidar de quem estava caído à beira do caminho (Lc 10,25-37). Não se pode viver a vida passando ao largo das dores dos irmãos e irmãs”.

Eis algumas boas sugestões para as opções e decisões de sua vida pessoal, de sua vivência comunitária e de seu esforço de participação na sociedade humana. Aceitas tomar parte nessa “aventura humana”?

Pe. Carlos José Griebeler

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