Diocese conclui Escola Missioneira sobre ensino social da Igreja



A Diocese de Santo Ângelo concluiu, dia 13 de julho, um curso sobre Ensino Social da Igreja, organizado pela Escola Missioneira e lideranças das pastorais sociais. Foram 10 (dez) aulas on-line, quinzenalmente das 19h30 às 21h, abordando temas fundamentais da Doutrina Social da Igreja, com a assessoria de palestrantes nacionalmente reconhecidos.

Da mesma forma como fomos felizes com a escolha e o ótimo desempenho dos assessores, sentimos uma ótima correspondência do público participante. Houve boa adesão das lideranças dos mais diversos setores de pastoral das comunidades de nossa diocese e, inclusive, de outras dioceses. Cerca de 200 pessoas se inscreveram e, além dos acessos posteriores no youtube, muitos outros assistiam as aulas sem se inscrever. Ao longo do curso e na sua conclusão também deu para perceber a satisfação e a aprovação geral da realização desta formação. No dizer de alguns, foram aulas que nos deixam saudades e nos desafiam para o compromisso social.

Queremos aproveitar este espaço para agradecer a todos que de alguma forma colaboraram, responsabilizando-se pela oração inicial dos encontros e/ou comentários e questionamentos finais, após a palestra. Muito obrigado a todos que ajudaram na divulgação e, especialmente, por sua participação!

Com certeza todos que acompanharam, quinzenalmente, essa caminhada de formação, desde o dia 09 de março até o dia 13 de julho, tomaram consciência de que a dimensão social da fé não é um aspecto secundário da vida cristã. Faz parte da própria natureza da mensagem cristã. Acreditamos que este curso tenha deixado claro, que o estudo e o conhecimento do Ensino Social da Igreja deve fazer parte da formação de todos os cristãos.


Seguem agora alguns depoimentos, recebidos depois do curso:


Dione Meotti. - Foi uma grata satisfação. Não poderia ter sido melhor a proposta e organização do curso da Escola Missioneira. Por certo foi uma possibilidade ímpar participar do curso de tamanha grandeza em conteúdos, discussões e assessores sem sair de casa; são com certeza os benefícios da tecnologia. Foram tão significativos os conteúdos que os compartilhei com amigos. Observei com satisfação um grande redimensionamento das ideias e práticas de igrejas cristãs que dialogam entre si sobre o evangelho e sua vivência. Em ação " os ensinamentos de Jesus ". Dentro do ver, discernir, agir e celebrar, com presença dos protagonistas. Tivemos uma visão da conjuntura social, política, econômica, sob a ótica religiosa para que possamos intervir de maneira a colocar o evangelho como âncora de povos e da natureza fragilizados pela própria ação humana gananciosa e perversa. Ainda, com olhares sábios dos assessores, estes nos trouxeram os documentos Papais para a realidade, de forma esclarecedora e firmada que somente em Jesus se realiza a esperança e impossibilita uma Igreja acomodada, que não demonstre compaixão, empatia e desconsidere o sofrimento humano. Ficou claro de que Deus estamos falando, onde Ele está e o que quer de nós. Tantos conceitos foram reafirmados do Deus conosco que carrega nossas dores, combate no coletivo as desigualdades. Para finalizar, o curso foi tão rico, diverso em conteúdo, profundo em questões apresentadas, gabaritados assessores; agora, caminhar em ações e celebrações é preciso. Arsenal de conhecimento nos foi dado. Dion e Tereza Netto Meotti (paróquia Anjo da Guarda - Santo Ângelo).

Lisiane Cunha. - A Escola Missioneira foi uma excelente oportunidade de aprendizagem e aprofundamento sobre a Doutrina Social da Igreja, seus pressupostos filosóficos e teológicos. Bem como, apresentou vários temas para o debate, sobre a Juventude, a Ecologia, as Políticas Públicas e a cultura de paz. O grande desafio dos agentes que participaram da formação é fortalecer as Pastorais Sociais da Diocese dando testemunho vivo do compromisso ao Evangelho de Jesus Cristo.

Jean Rodrigo Pinheiro, seminarista diocesano. - Estas 10 aulas da Escola Missioneira, sobre o Ensino Social da Igreja, foram como um despertar à realidade da Igreja e da sociedade que nos chegam aos olhos e ouvidos muitas vezes veladas por tantos meios de comunicações tendenciosos. A Igreja tem um papel social, que vai ao encontro da humanização e valorização da Vida, em seus vários aspectos. Nós, como cristãos, precisamos voltar a humanizar nossa sociedade, com valores que visem a erradicação da pobreza, do racismo, da intolerância religiosa e de gênero. Além disso, precisamos voltar o olhar para o mundo criado por Deus, e sua manutenção, valorizando e preservando os recursos naturais que nos são necessários. É importante não pararmos, mas sim continuarmos formando uma consciência mais comprometida com o meio social, com a vida do irmão e com a comunidade no seu todo.

Maria Isoldi Joner Gerhardt. – Olha, a 8 anos participei da ECEP, onde participei de 5 encontros em Santo Cristo, Cruz Alta, Sobradinho. A Escola Missioneira este ano foi muito importante para mim, pois você entende melhor, tem seu tempo dedicado só no conteúdo e muito bem explicado. As reflexões dos assessores e a condução dos assuntos trouxeram participação e informação. A gente não pode parar de se informar das realidades atuais. Esses encontros poderiam, acontecer cada ano dessa forma. Se a gente não tem tempo para assistir na hora assiste outra hora, quando der. Isso foi uma forma correta.

Pedrinho Escher. - Quem participou da Escola Missioneira deve agradecer à equipe da Cáritas e à Diocese esta bela, proveitosa e oportuna iniciativa de formação sobre a Doutrina Social da Igreja. Fomos surpreendidos pela pandemia e ao mesmo pela novidade e maravilha dos meios de comunicação para nos encontrar, dialogar, estudar, partilhar e crescer individual e voluntariamente. Avalio que os temas e assessores foram muito bem escolhidos. Como nossas lideranças pastorais, sociais e políticas puderam se atualizar e aprofundar com temas e documentos da Igreja, do Papa, intelectuais, cientistas e militantes dentro da conjuntura mundial e local tão grave e desafiadora para construir um outro mundo possível e urgente.

Rita Dolores Jung. - O Curso da Escola Missioneira - Ensino Social da Igreja, para mim, além do aprendizado muito significativo, trouxe um alento nestes tempos difíceis da pandemia, quando perdemos tanto da nossa rotina de vida, que era tão natural. Também trouxe conforto, visto que tantos trabalhos comunitários foram interrompidos abruptamente. No meu caso após mais de 36 anos de trabalho como Agente da Pastoral Carcerária, precisei interromper o trabalho de visita e trabalho constante que realizávamos com os presos, sem aviso prévio... GRATIDÃO pela oportunidade de participar do curso.

Neide Paula Heck. - Participar da Escola Missioneira foi uma grande oportunidade de formação, de reflexão e de comprometimento com maior engajamento na caminhada social e cristã. Mesmo sendo de forma online, foi muito boa. Parabenizo a Diocese de Santo Ângelo por nos proporcionar esta maravilhosa oportunidade!

Adilson Steffen. - Tomar a sua cruz e seguir Jesus, ou os caminhos do Pai. As diversas vezes que isto se encontra na Bíblia e tantos outros lugares, sempre me intrigou. Que cruz seria essa, qual peso carregar? Como eu tenho no meu coração a ideia de que Deus é amor, por que nos desejaria carregar um fardo?

Com a participação no curso, Escola Missioneira: Ensino Social da Igreja, muita coisa clareou e me sinto mais motivado e preparado, pois em grande parte estas inquietações foram respondidas. Vejo hoje que a cruz não é imposta por vontade de Deus. Ela é imposta pelos que detêm o poder, para se manter e ainda serem admirados como se deuses fossem, como já acontecia no tempo de Jesus. Proclamar que este não é o projeto de Deus, faz com que eles reajam e nos condenem através de suas leis, normas e costumes. Carregar a cruz hoje, como nos pede Jesus, é consequência da fidelidade no seguimento do Mestre. É ter a certeza de que podemos e devemos construir aqui e agora o projeto de Deus, que ainda está em apropriação por nós. É uma rota de alegria, constantemente atropelada pelos que se opõem ao projeto de Deus. Em caso de não conseguirmos implantar na plenitude, temos a certeza que encontraremos em Cristo, mesmo após a morte, o conforto de sua plenitude.

Com os diversos enfoques dados no curso, sinto-me bem mais capacitado para fazer a minha catequese e arrebanhar mais gente para construir o plano de Deus para nós. - Obrigado por esta oportunidade!


Autoria da Matéria: Pe. Aloísio Ruedell e Prof. Milton Gerhart

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