Como surgiu o Mês Vocacional no Brasil?

O mês vocacional, instituído no Brasil há quase 40 anos, vem celebrando e homenageando todas as vocações no decorrer das semanas de agosto. É uma especificidade de nosso país, graças à sensibilidade de tantas pessoas envolvidas naquele contexto de final dos anos 1970 e início de 1980. Uma bonita história que merece ser recordada, mesmo que brevemente, como veremos a seguir:


Pode-se afirmar que a instituição de um mês vocacional, em âmbito de Brasil, começou a nascer no ano de 1971, em nossa diocese de Santo Ângelo (RS). O bispo, na época, Dom Aloísio Lorscheider, levou ao clero a sugestão de realizar um mês vocacional na diocese, motivado pelas celebrações do Dia Mundial de Oração pelas Vocações. Pessoa bastante influente e atualizada, consciente dos novos rumos trazidos pelo Concílio Vaticano II (1962-1965), ele percebeu que as celebrações do Dia do Bom

Pastor ainda não eram bem animadas e sentiu a necessidade de fazer algo mais para a conscientização da necessidade de se rezar e trabalhar pelas vocações. No 7º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, realizado em 1970, certamente Dom Aloísio leu a insistência de Paulo VI, o papa da época, em sua mensagem para a ocasião: “O dever de fomentar as vocações sacerdotais pertence a toda a comunidade cristã, que, em primeiro lugar, deverá cumpri-lo por meio de uma vida plenamente cristã (Optatam Totius, 2). Com efeito, a própria vocação cristã [...] encontra a sua expressão e o seu ponto culminante na vocação sacerdotal e religiosa. Esta vocação é inconcebível se precedentemente não for despertada e educada a vocação cristã. É neste ponto que se manifesta o índice claro e inequívoco da vitalidade de cada uma das comunidades paroquiais e diocesanas”.

A experiência da celebração do mês vocacional na diocese de Santo Ângelo logo ganhava adeptos. A escolha do mês de agosto, segundo Dom Estanislau Amadeu Kreutz (in memoriam) foi para evitar a coincidência com alguns tempos litúrgicos importantes, como o Advento, a Quaresma e o Tempo Pascal, e também devido à memória litúrgica de São João Maria Batista Vianney, o padroeiro dos padres, celebrado no dia 04 de agosto. “Inicialmente incentivávamos mais explicitamente as vocações presbiterais”, afirmou Dom Estanislau, pois “quando a proposta da celebração do mês vocacional foi abraçada também pelo Regional Sul 3 da CNBB, correspondente ao Rio Grande do Sul, abrimos os horizontes para destacar uma semana para o serviço da animação vocacional de cada vocação específica: a primeira semana veio a concentrar-se sobre a vocação presbiteral; a segunda semana sobre a vocação matrimonial ou familiar; a terceira semana sobre a vocação à vida consagrada, e a quarta sobre a vocação do ministério dos leigos. Havendo um quinto domingo, ele era dedicado à missão dos catequistas”.

No Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1974, realizado no Rio de Janeiro, já é possível verificar algumas indicações referentes à fixação de datas vocacionais, como dias, semanas ou meses. Sugeriu-se, por exemplo, que os Regionais da CNBB promovessem “mês e semana vocacionais”. E os participantes do encontro sugeriram à coordenação nacional que procurasse “fixar datas: semana, mês ou ano vocacional".

As indicações foram ganhando força, motivadas por experiências bem sucedidas de outras dioceses e até Regionais da CNBB, como por exemplo a realização do Ano Vocacional no Regional Sul 2 – Paraná –, em 1973.[6] Dessa forma, no Encontro Nacional de Pastoral Vocacional de 1980 houve a proposta concreta de se instituir agosto como o mês vocacional no país e também a realização, em 1983, de um Ano Vocacional. As duas propostas foram levadas à Assembleia da CNBB de 1981 e foram aprovadas.

Para este ano, temos as seguintes datas reservadas para cada vocação específica:


1) primeira semana (este ano, de 02 a 08 de agosto), as vocações dos diáconos, presbíteros e bispos (ministérios ordenados);

2) segunda semana (de 09 a 15), a vocação do pai, da mãe e dos filhos (a família). A Pastoral Familiar celebra a Semana Nacional da Família, com subsídios específicos;

3) terceira semana (de 16 a 22), a vocação das pessoas de vida consagrada (aqueles que fazem os votos de Castidade, Pobreza e Obediência). A Semana Nacional da Vida Consagrada, a partir deste ano, é uma novidade no mês vocacional;

4) quarta semana (de 23 a 29), a vocação dos cristãos leigos e leigas e seus diversos serviços na comunidade (ministérios não ordenados);

5) no último domingo, dia 30, celebramos o Dia dos Catequistas, homenageando e valorizando esta vocação tão importante nas comunidades.


Durante o Mês de Agosto, para cada vocação específica, somos chamados a refletir o tema: AMADOS E CHAMADOS POR DEUS, e o Lema: “És precioso a meus olhos... Eu te amo” (Is 43,4). A partir deste eixo, a CNBB lança subsídios que corroboram para que as paróquias, comunidades, movimentos e grupos eclesiais possam realizar momentos que reflexão e oração neste Mês Vocacional.


Para mais informações confira os subsídios para o Mês Vocacional



SAV – Serviço de Animação Vocacional

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