Pastoral Carcerária promove encontro com clérigos do Regional

A pandemia que vivemos mudou o modo de atuarmos pastoralmente, mas não impediu por completo nossas atividades. Exemplo disso é a reunião virtual realizada na manhã do dia 25 de agosto, reunindo os diáconos, padres e bispos que acompanham a Pastoral Carcerária no Regional Sul 3 da CNBB.


A reunião é uma concretização do que está no planejamento estratégico da Pastoral Carcerária Estadual, para valorizar e fortalecer a presença do clero no atendimento religioso. Conduzida pela coordenação estadual, teve a participação da Coordenadora Nacional, irmã Petra Pfaller, de 5 bispos, dentre eles Dom Liro Meurer, referencial da Pastoral Carcerária no RS, 13 padres, 3 diáconos e 2 seminaristas.


Após a oração inicial e a saudação de Dom Liro, cada um se apresentou, manifestando qual é sua atuação na Pastoral Carcerária e a expectativa para a reunião. Irmã Petra falou sobre a realidade carcerária no Brasil, especialmente no contexto da pandemia, que torna mais difícil o acesso ao presídio e à informação. Destacou, ainda, o deficitário atendimento médico e disponibilidade de medicamentos. Ao final, expressando sua alegria pela reunião estar acontecendo, enfatizou que nossa Igreja faz Pastoral Carcerária pela evangelização, pelo atendimento às necessidades básicas dos privados de liberdade e pelas denúncias de privações. Por isso tudo, o apoio dos Bispos e padres é fundamental, pois lidamos com autoridades civis e jurídicas que controlam o acesso à realidade prisional.


Irmã Imelda Jacoby destacou a ferramenta da Justiça Restaurativa (JR) como formação básica para os agentes de Pastoral, na modalidade das Escolas do Perdão e da Reconciliação (ESPERE). Enfatizou que a JR é uma resposta possível e necessária ao encarceramento em massa. Não basta distribuir armas para haver menos violência, é preciso ensinar as pessoas a lidarem com sua raiva de maneira não violenta, afirmou a religiosa, completando a sua fala com a indicação de que a JR ajuda também a evitar o índice de retorno de egressos ao sistema carcerário.


Vera Lúcia Dalzotto, leiga que atua com a realidade específica das mulheres presas, partilhou sobre o contexto do encarceramento feminino no Rio Grande do Sul, destacando as privações ainda maiores que sofrem as mulheres, separadas dos filhos que dependem delas e presas numa estrutura pensada para homens, como é o presídio.


Em seguida, a reunião teve a participação de diversos bispos e padres, enfatizando os aspectos que mais consideram importantes. Dom Edson Mello, bispo de Cachoeira do Sul, disse que somos uma “pastoral marginal”, pois estamos lidando com pessoas numa situação colocada à margem da sociedade. Concluiu dizendo que precisamos de conversão constante para aderir a ela. Dom Carlos Romulo Gonçalves e Silva, bispo de Montenegro, situou a Pastoral Carcerária e as Pastorais Sociais no conjunto da iniciação à vida Cristã: ser cristão por completo é também saber que existe e participar da vida caritativa da Igreja. Dom Rodolfo Weber, arcebispo de Passo Fundo, comentou o quanto é necessário despertarmos novos agentes, clérigos e leigos, para esta Pastoral. Dom Jaime Kohl, bispo de Osório, também participou da reunião.


Pe. Edson Thomassin, coordenador estadual, conduziu a apresentação do planejamento estadual da Pastoral e apresentou o calendário de atividades. Ouviu-se as sugestões e demandas dos presentes com relação à atuação na Pastoral Carcerária. A previsão é de ao menos um encontro anual com o grupo dos clérigos que acompanham a Pastoral Carcerária. Depois dos agradecimentos e avisos de ordem prática, Dom Liro, bispo referencial, invocou a bênção de Deus sobre todos os participantes.


Da Diocese de Santo Ângelo, além de Dom Liro, participaram os padres Carlos Griebeler, Jacó Rademann e o diácono Leonardo Envall Diekmann.


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