Acolher a palavra de Deus e colocá-la em prática. Eis um dos desafios sempre presentes na vida das pessoas de fé. Esta tarefa exigente, permanente e urgente torna-se gratificante, realizadora e fonte de paz. Constitui uma busca continuada de cada pessoa, mas realizada no convívio com as demais. E este esforço é acompanhado sempre pela graça de Deus. Do contrário, seria pouco eficaz.

Tal questão merece também as atenções do Papa Francisco em sua Carta “Aperuit Illis”. Ele afirma: “a ação do Espírito Santo atua também naqueles que se colocam à escuta da Palavra de Deus”, assim como esteve presente na composição dos textos bíblicos. E lembra: “é necessário ter confiança na ação do Espírito Santo”, pois Ele assegura a adequada atenção à força viva dessa Palavra.

Em sua reflexão, o Papa acrescenta: “antes de se tornar um texto escrito, a Palavra de Deus foi transmitida oralmente e mantida viva pela fé dum povo que a reconhecia como sua história e princípio de identidade no meio de tantos outros povos. Por isso, a fé bíblica funda-se sobre a Palavra viva, não sobre um livro”. Assim, essa Palavra é fonte segura para alimentar uma prática eficaz em favor da vida, na busca da paz.

 

Anunciar a esperança

 

A Palavra de Deus, lida à luz do Espírito Santo, permanece sempre nova. E atua de modo eficaz na vida de seus ouvintes. É isso que o Papa lembra em sua Carta, ao afirmar: “quem se alimenta dia a dia da Palavra de Deus torna-se, como Jesus, contemporâneo das pessoas que encontra; não se sente tentado a cair em nostalgias estéreis do passado, nem em utopias desencarnadas relativas ao futuro”.

Torna-se pessoa firmada na esperança; vive-a, em meio às adversidades; e a anuncia às demais pessoas. Pois, “a Sagrada Escritura desempenha a sua ação profética, antes de mais nada, em relação a quem a escuta”. Não permanece indiferente quem a escuta com a devida atenção; antes, sente inquietação, apelo e disposição para a anunciar.

 

Diz o Papa: “a Palavra de Deus impele-nos a comunicá-la a quantos encontramos na nossa vida, expressando a certeza da esperança que ela contém”. Mas lembra, também, que essa não é uma tarefa pacífica. Pois, muitas vezes, “se torna difícil para nós termos de a viver com coerência”. Ou quando se constata “que é rejeitada, porque não se considera válida para dar sentido à vida”.

 

Viver a caridade

 

Em sua reflexão, na Carta, o Papa vai direto ao ponto, ao afirmar: “outra provocação que nos vem da Sagrada Escritura tem a ver com a caridade. A Palavra de Deus apela constantemente para o amor misericordioso do Pai, que pede a seus filhos para viverem na caridade”. Remete, assim, àquele desafio anunciado no início do texto.

 

E complementa sua meditação: “escutar as sagradas Escrituras para praticar a misericórdia: este é um grande desafio lançado à nossa vida. A Palavra de Deus é capaz de abrir os nossos olhos, permitindo-nos sair do individualismo que leva à asfixia e à esterilidade enquanto abre a estrada da partilha e da solidariedade”. Eis sinalizado o caminho!

O Papa conclui sua Carta com esta anotação final: “possa o domingo dedicado à Palavra fazer crescer no povo de Deus uma religiosa e assídua familiaridade com as sagradas Escrituras, tal como ensinava o autor sagrado já nos tempos antigos: esta palavra ‘está muito perto de ti, na tua boca e no teu coração, para a praticares’(Dt 30,14)”.

 

Autor: Pe. Carlos José Griebeler

Pároco da Paróquia Ascensão do Senhor de Santo Cristo

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