Uma pessoa amiga, de confiança, não surge de um instante a outro. Uma autêntica amizade resulta de um caminho, lento, persistente. Percorre etapas: do estranhamento, pela familiaridade, para a intimidade. Pessoas amigas tornam-se confidentes, após percorrerem frequência assídua de encontros e partilhas. E isso se torna experiência encantadora e gratificante.

Uma amizade de confiança requer familiaridade; assim também o encontro profundo com a Palavra de Deus necessita de persistente frequência com textos bíblicos. Tal busca e procedimento favorecem a necessária familiaridade com a Bíblia. É o desejo manifestado pelo Papa Francisco: que todo povo fiel possa se tornar mais familiarizado com as Sagradas Escrituras. E, para tanto, escreveu e publicou uma Carta especial, a “Aperuit Illis”, para motivar as pessoas nesse esforço.


Buscar confidência


Ao tratar dessa questão, a Carta do Papa oferece reflexões preciosas, meditações primorosas, imagens cheias de significado. Com tais expressões torna mais intenso o convite para uma maior familiaridade com a Bíblia. Eis uma dessas passagens do texto: “temos urgente necessidade de nos tornar familiares e íntimos da Sagrada Escritura e do Ressuscitado, que não cessa de partir a Palavra e o Pão na comunidade dos crentes. Para tal, precisamos de entrar em confidência assídua com a Sagrada Escritura; caso contrário, o coração fica frio e os olhos permanecem fechados, atingidos, como somos, por inumeráveis formas de cegueira”.

“Confidência assídua” é a expressão utilizada para falar dessa relação próxima e familiar entre as pessoas ‘crentes’ e os textos bíblicos. É como que criar um diálogo atencioso, respeitoso e confiante com a Bíblia. Tal atitude e vivência requer tempo oportuno, paciência persistente e alegria continuada na busca.

Para motivar a esse esforço necessário, o Papa aponta um caminho promissor. Ele diz: “a frequência assídua da Sagrada Escritura e a celebração da Eucaristia tornam possível o reconhecimento entre pessoas que são parte umas das outras. Como cristãos, somos um só povo que caminha na história, fortalecido pela presença no meio de nós do Senhor que nos fala e alimenta”. E essa proximidade vivida fortalece a confiança na Palavra de Deus.


Frequência assídua


Em sua reflexão, o Papa lembra o encontro dos dois discípulos de Emaús com Jesus ressuscitado. Após os diálogos, pelo caminho, eles O convidam a ir a sua casa. Ali O reconhecem. Essa presença de Jesus os faz sair em missão. Igualmente, o Papa menciona o texto do livro do Apocalipse, onde afirma “que o Senhor está à porta e bate”. Se a pessoa da casa abrir a porta, Ele entra. A partir do texto, o Papa escreve: “Cristo Jesus bate à nossa porta através da Sagrada Escritura; se ouvirmos e abrirmos a porta da mente e do coração, então Ele entra na nossa vida e permanece conosco”.

O Papa ainda cita o texto bíblico no qual o apóstolo Paulo “recomenda ao seu fiel colaborador que frequente assiduamente a Sagrada Escritura”. E isso por uma razão muito simples, pois o próprio texto da II Carta a Timóteo o afirma: “toda a Escritura é inspirada por Deus e adequada para ensinar, refutar, corrigir e educar na justiça” (2Tm 3,16). Essa característica e valor dos livros da Escritura são afirmados pelos recentes documentos da Igreja sobre os mesmos. Por isso, o convite do Papa a estimar essa preciosidade e viver profunda proximidade e familiaridade com os mesmos.


Autor: Pe. Carlos Griebeler

Pároco da Paróquia Ascensão do Senhor

Santo Cristo

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