Cuidar da vida, eis o compromisso

A Campanha da Fraternidade, anual, constitui-se como um vigoroso movimento; propõe um tema para a reflexão das pessoas; motiva a ver e perceber como tal assunto se apresenta na sociedade humana; convida a meditar, a partir da fé, sobre tais questões; incentiva para atitudes, gestos, ações e iniciativas que favoreçam a vida e promovam a dignidade humana. Em relação ao tema em questão, sempre se indicam pistas de ação mais adequadas para a resolução de problemas desse assunto. Tal modo de proceder torna-se desafiador para pessoas, grupos e comunidades.

Nesse ano 2020, a questão “vida”, em sua beleza, preciosidade, mas vista, também, nas suas fragilidades, riscos por conta de ameaças que a rondam. Por certo, isso se tornou mais contundente com o avanço da “pandemia” a afetar a humanidade.

Na apreciação, desde o olhar da fé, desse tema, o principal parâmetro foi oferecido pelo texto bíblico da parábola do bom samaritano (Lc 10,25-37). O modo de proceder desse cidadão, samaritano, em relação à pessoa ferida, jogada à beira do caminho, torna-se exemplar e indicativo de um modo de ser nas relações entre pessoas.

Da meditação sobre tal jeito de agir emergem dicas, indicativos e pistas de ação para pessoas, grupos e comunidades. Por certo, uma listagem bastante extensa de sugestões poderia ser oferecida. Ainda assim, restaria incompleta. A Campanha crê na iniciativa e criatividade de agentes no seu esforço para atender as necessidades da vida, em todas as suas formas, como está proposto.

 

Cuidou dele...

Ante a vida ferida, machucada, “abandonada” à beira do caminho, há quem ‘passa’ indiferente (uma ‘imagem’ para entender: ‘erguem-se’ muros para não ser afetado pelo gemido da vida dolorida!); mas chega, para sorte de quem ‘jaz’ quase morto, o samaritano que age com compaixão (vê além dos muros, constrói pontes que aproximam de quem sofre!). O texto da parábola não menciona se eles, samaritano e ‘ferido’, eram conhecidos. Apenas fala que o samaritano sentiu compaixão, sensibilizou-se com a dor alheia.

A ação do samaritano: aproximou-se de quem jazia a morrer; fez os primeiros curativos (pôs óleo e vinho nas feridas!) ali mesmo; só depois o levou a um local onde pudesse seguir com os cuidados necessários; tomou providências para garantir atenções a essa pessoa ferida. Ou seja, ao invés de muro, criou uma ponte entre a sua vida e a do outro.

Alguns indicativos de ações: reconhecer a dignidade da vida de todas as criaturas; vencer o “vírus” da indiferença (‘gela’ o coração, mata a vida!); ‘ousar’ quebrar muros para construir pontes; deixar-se ‘envolver’ pela compaixão; amparar a vida desanimada; socorrer a vida machucada; fortalecer práticas solidárias a sustentar a vida ameaçada das mais diversas formas, ...

 

Duas bacias...

 

Como agir ante a vida ferida? Com que disposições proceder? Que atitude favorece o cuidado? Nos textos do Evangelho fala-se de ‘duas bacias’. São diferentes pelo uso que delas se faz. As leituras bíblicas, nas celebrações de semana santa, mencionam-nas. Que bacias são essas? O que sugerem?

Jesus preso foi levado diante de Pilatos, para que o condenasse. Pressionado, decretou a sentença. Ao sentir as pressões, Pilatos pediu que lhe trouxessem uma bacia com água e “lavou as mãos”, como a dizer: ‘não tenho nada com isso’, “não é da minha conta, não me diz respeito”, não me importo com ele.

Jesus, na ceia com os discípulos, levantou-se da mesa, pegou uma bacia, pôs água e começou a lavar os pés dos discípulos. Eles até ficaram surpreendidos. Estranharam o gesto. Ficaram desconcertados. Suas estreitezas de compreensão foram flagradas por este singelo jeito de proceder de seu Mestre. E Ele lhes diz: o que vos fiz, fazei-o uns aos outros.

Que bacia está mais presente em tua vida?

Pe. Carlos José Griebeler

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