18ª TRILHA DOS SANTOS MÁRTIRES NA 85ª ROMARIA AO CAARÓ


Há 18 anos, uma semana antes da Romaria ao Caaró, acontece a Trilha dos Santos Mártires das Missões.

A trilha começou com a finalidade de percorrer as 4 primeiras reduções fundadas por Pe. Roque Gonzáles e seus companheiros na primeira fase das missões: São Nicolau, Assunção do Ijuí, Candelária e Caaró.

Os objetivos desta longa caminhada:

- Reverenciar e divulgar a ação missionária dos Santos Mártires das Missões;

- Resgatar as raízes históricas: “Povo sem história é povo sem memória”.

- Valorizar o ambiente natural da Região das Missões do Rio Grande do Sul.

Nós nos propomos, simplesmente, iniciar uma caminhada de conhecimento da região, que pudesse acontecer em forma de evangelização por onde passaríamos. Queríamos palmilhar por uma terra onde pisaram pessoas que viveram o testemunho do Evangelho, como santos mártires, e queríamos por estas estradas chegar a um “lugar santo”, Caaró.

Não deixou e não deixa de ser um gesto de sacrifício e renúncia, caminhar uma semana, celebrar com as comunidades, dar palestras em escolas, dormir em colchões nas escolas e salões comunitários.

A nossa trilha busca integrar o espiritual com o histórico e com a natureza. Cuidar do cultivo da fé, conhecer o contexto em que tudo aconteceu e influenciar as pessoas por onde passamos a cuidar a vida e a natureza.

Nas palestras com as comunidades e escolas, Sérgio Venturini falava da história desta região, rica história missioneira, Pe. Eugênio falava do testemunho dos Santos Mártires e sua ação missionária, e Edson Lisboa tratava da necessidade de um maior cuidado com o meio ambiente. Os outros companheiros de caminhada nos ajudaram e ajudam nas reflexões. Depois em combinação com os padres e autorização do Bispo por onde passamos, celebrávamos com as comunidades e convidávamos todos para ir à Romaria do Caaró. Junto conosco sempre caminhavam e caminham as comunidades e escolas por alguns quilômetros, e cerca de dois, três ou quatro dias, outros peregrinos e romeiros se integravam na caminhada. Hoje temos alguns que são fieis em todas as caminhadas.

Para nós, estava bastante claro que uma peregrinação deve ser uma caminhada de fé, feita um espírito de oração, e não simplesmente passeio ou turismo. Por isso que, ao longo do caminho, nos encontramos com comunidades e escolas, e com eles rezamos e celebramos a Eucaristia.

18ª TRILHA: MAIORIDADE

A 18ª Trilha aconteceu na 85ª Romaria ao Caaró, nos 30 anos de canonização e aos 390 anos de Martírio com a presença do símbolo do martírio, o coração do Pe. Roque Gonzáles.

Nesta importantíssima presença do coração que falou e no 2º Dia Mundial do Pobre, instituído pelo Papa Francisco, nós nos perguntávamos ao longo do caminho: o que o coração de São Roque Gonzáles nos falaria hoje, justamente na semana em que médicos cubanos deixam o Brasil e, o que é mais sofrido, a assistência das aldeias indígenas. O coração diria: cuidai dos índios e do povo pobre. Diria mais: o que fizestes com a natureza que Deus vos deu. Sejam todos fortes até o fim! ...

Neste ano a Trilha entrou na fase adulta, 18 anos, foi a maior realizada em número de Romeiros fieis do começo ao fim. Éramos 42 pessoas oriundas de várias cidades do Brasil. Destes caminheiros, 6 eram de Curitiba, 4 de Brasília, 2 de São Paulo e uma do Rio de Janeiro. Esteve também a partir da metade o Ir. Celso e o Lucas, um noviço jesuíta. Os demais eram de Porto Alegre, Soledade, São Luiz Gonzaga, Cerro Largo, São Pedro do Butiá, Santa Rosa e Alecrim.

A nossa Trilha neste ano de 2018, foi ecumênica. Caminharam conosco um casal da Igreja Evangélica Luterana no Brasil e uma professora da Assembleia de Deus.

Tudo transcorreu com muita fraternidade e respeito uns pelos outros. Celebramos junto com a família e comunidades que já nos ajudaram com a expectativa, curando nossas bolhas e feridas, atravessando chuvas e sol intensos e nos alegrando com nossa fé e companheirismo.

Em suma, saímos da Trilha como grandes amigos que querem juntos, “no testemunho dos mártires renovar nossas comunidades” até a próxima Romaria ao Caaró.

Pe. Eugênio João Hartmann

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