Dom Liro  celebra a solenidade de Corpus Cristi em Guarani das Missões e na Catedral em Santo Ângelo

15/06/2017

             A celebração de Corpus Christi, Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, nos remete ao sentido da nossa fé na presença real de Cristo na eucaristia. Esta presença é manifestada publicamente, nas ruas das cidades, enfeitadas com tapetes coloridos e hinos em louvor ao Cristo eucarístico. Os raios que formam o ostensório, que é conduzido na solene procissão, indicam que Cristo, sua presença na eucaristia e tudo o que viveu e ensinou, não quer ficar encerrado no interior de uma igreja, mas quer chegar a todos os ambientes, pelas estradas do mundo.

Na Catedral em Santo Ângelo a celebração foi presidida pelo bispo Dom Liro e concelebrada pelos padres da Paróquia da Catedral, Rosalvo, Rogério e Léo.

 

Veja abaixo a reflexão de Dom Liro na homilia nas celebrações:

 

A solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo é o prolongamento da atmosfera pascal, a Igreja quer celebrar de modo mais expresso o sacramento pelo qual participamos da doação até o fim de seu corpo e sangue, conforme a palavra de Jesus na Última Ceia.

Embora esta celebração seja uma extensão da Quinta-feira Santa, o Evangelho é o texto eucarístico de João, que não se encontra no contexto da Última Ceia, mas no contexto da multiplicação do pão. Jesus explica o sentido do “sinal do pão”. Para Jesus, a multiplicação dos pães significava o dom de Deus que desce do céu, e que é ele mesmo, em pessoa.

A festa de hoje é a celebração e a manifestação pública da presença de Jesus Cristo na Eucaristia. Por isso mesmo se faz a procissão do Santíssimo, passando pelas principais ruas das cidades. Celebra-se, a presença de Cristo na hóstia consagrada, mas se celebra sobretudo a Eucaristia como centro da vida da comunidade.

Há dois modos de Jesus estar presente na comunidade: uma presença chamamos de espiritual. Como Deus, Jesus está presente em toda à parte. À semelhança do vento, sopra onde, quando e como quer. Como Redentor, Jesus está presente e sempre operante na comunidade, porque Ele é a cabeça viva de um corpo vivo, que é a Igreja. Somos o corpo vivo do Senhor.

A segunda presença de Jesus, que também escapa aos nossos sentidos, é a presença real no Pão e no Vinho consagrados.

No Santíssimo Sacramento da Eucaristia estão contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e o Sangue junto com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo.

A Eucaristia é o coração da comunidade cristã, seja no sentido de ser a parte central, que une a todos, seja no sentido de ser, como o faz o coração, a distribuidora do sangue da vida comunitária. Assim como podemos dizer que sem a Eucaristia a comunidade perderia sua força de ser, também podemos dizer que sem a Eucaristia a comunidade jamais chegaria a ser “um só coração e uma só alma”, uma comunhão com Deus.

A Primeira Leitura serve para preparar o reto entendimento do sinal do pão, ao qual o Evangelho faz alusão. Já no Dt 8,3,o dom do maná, do “pão caído do céu”, é interpretado num sentido não material, mas teologal: o homem vive de tudo que sai – da boca – do Senhor: sua palavra, sua Lei. Ora, a Palavra por excelência é Jesus Cristo. “Foi Deus quem te alimentou no deserto…”: o maná era símbolo da completa dependência de Israel de Javé, no deserto; e também do amor e da fidelidade de Javé.

Na ceia eucarística, conforme a segunda leitura, comungamos da existência (corpo) e da morte (sangue) de Cristo. Sendo uma só essa vida que comungamos, formamos um só corpo.

O Evangelho é o final do “sermão do Pão da Vida” segundo o Evangelho de João. Depois da multiplicação dos pães, Jesus explicou o sentido do “sinal” que acabou de fazer: ele mesmo é “o pão que desce do céu” como presente de Deus à humanidade. E, no fim de seu discurso, explicou um sentido mais profundo ainda desse mesmo “sinal”: o sentido que celebramos na eucaristia. Depois de ter explicado ser o verdadeiro maná (cf. I leitura), Jesus pede que também seja tomado como alimento, em todos os sentidos: não só como alimento espiritual (alimentar-se de sua palavra, de seu mandamento e do exemplo de sua vida), mas também como alimento físico, no gesto sacramental.

Esse ensinamento, só podem entendê-lo os que têm o Espírito (6,63), os que receberam o “prometido” da Última Ceia e continuam celebrando essa ceia como realização da ordem que Cristo nos legou. Alimentamo-nos de Cristo não somente escutando sua palavra, mas recebendo o dom de sua “carne” (= vida humana) e “sangue” (= morte violenta), dados “para a vida do mundo”. Tomando o pão e o vinho da eucaristia, recebemos Jesus como verdadeiro alimento e bebida. A sua vida, dada para a vida do mundo, até a efusão de seu sangue, torna-se nossa vida, para a eternidade.

Corpus Christi é um comprometimento pessoal e comunitário com a vida de Cristo, dada por amor até a morte. É memorial da morte e ressurreição de Cristo.

 

 

 

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